Temporada Portugal-França 2022, o grande acontecimento que irá marcar o presente ano juntando os dois países unidos pela amizade e pelos valores que defendem e partilham desde há séculos, arrancou hoje em Lisboa.

De fevereiro a outubro, e sublinhando a certeza de pertença ao todo sob o mote “O Sentimento Oceânico”, o mar de possibilidades oferecido pela Temporada permite construir novas cores, tons e visões em cocriação, com as novas gerações em mente. São mais de 200 eventos nos dois países (84 cidades em França e 55 cidades em Portugal) que, através de um olhar de descoberta mútuo, assumem um compromisso concreto com os assuntos que unem Portugal e França, e que ambos preservam na Europa de agora: a transição ecológica, nomeadamente através do tema do Oceano, a economia responsável e sustentável, a aposta nas energias renováveis, a igualdade de género, o respeito pela diferença e os valores da inclusão.

Património, criação artística (teatro, dança, fotografia, música, literatura, cinema), investigação (científica, patrimonial, histórica), educação e formação, inovação técnica e empresarial, gastronomia e moda são algumas das áreas trabalhadas em conjunto por entidades portuguesas e francesas, em que cada país será palco para o país parceiro.

Mais do que uma janela para as artes, neste extraordinário intercâmbio entre Portugal e França, a Temporada vai redefinir a palavra cultura e alargá-la aos universos científico, económico, histórico e político, e mostrar o melhor e o mais inesperado dos dois territórios, a partir de colaborações entre artistas, investigadores, intelectuais, estudantes e empresários, e entre cidades e regiões, instituições culturais, universidades, escolas e associações. Nas palavras do Presidente da Temporada Portugal-França 2022, o luso-francês Emmanuel Demarcy-Mota, “o eixo é construir o pensamento para um novo humanismo para o século XXI”.

Depois da Abertura Oficial em Paris, nos dias 12 e 13 de fevereiro, assinalados com o concerto de abertura de Maria João Pires “La mer” na Philarmonie de Paris, a inauguração da peça de Pedro Cabrita Reis “As Três Graças” no Jardin des Tuilleries, a inauguração da exposição “Panteão & Panthéon”, no Pantheón e a programação “Mosaico de vozes lusófonas” no Théâtre du Châtelet é a vez de Portugal.

Hoje, a programação da Temporada arranca oficialmente em Lisboa, no Museu Coleção Berardo – Fundação Centro Cultural de Belém, com a inauguração da retrospetiva “O Esplendor”, do artista francês Gérard Fromanger (1939-2021), que apresenta cerca de 30 séries que marcam a sua obra, entre quadros, desenhos, serigrafias, incluindo a película “Film-Tract nº 1968”, realizada em colaboração com Jean-Luc Godard.
As boas-vindas ao certame em Portugal também serão dadas, neste dia, com a abertura de “Panthéon & Panteão”: uma exposição cruzada, no Panteão Nacional, em Lisboa, e no Panthéon, em Paris, cujas semelhanças e as diferenças são as bases para apresentar estes monumentos que homenageiam figuras importantes de cada nação.

E como este programa envolve os países em todo o seu território, a 18 de fevereiro, entre os teatros Rivoli e Campo Alegre, no Porto, Phia Ménard, uma das artistas francesas mais entusiasmantes da atualidade, inicia um programa que cruza dança, artes visuais, teatro e circo contemporâneo e que, além da sua mestria artística, dá conta do seu compromisso pessoal, social e político com temas atuais da nossa sociedade. Estes eventos são enriquecidos e celebrados pelas atuações de escolas de ensino artístico de Lisboa e do Porto detalhados no programa de abertura onde se destacam ainda duas exposições já visitáveis nas duas cidades: “Artistas, Património e Museu”, em Lisboa e “Caprichos deManuel-Casimiro”, no Porto.

Espelho da dupla dinâmica que é Portugal e França, a Temporada é, sobretudo, como explica Emmanuel Demarcy-Mota, “um momento que nos pode ajudar a construir um otimismo para o presente e para o futuro”, num diálogo entre os dois países e o resto da Europa. Para a comissária pela parte francesa, Victoire di Rosa, o significado da temporada cruzada partilha essa ideia de “tecer laços, construir pontes para reunir o melhor dos nossos talentos em todos os domínios e juntos estar melhor nos temas que nos são comuns”. A comissária pela parte portuguesa, Manuela Júdice, que defende “a riqueza cultural e científica dos dois países”, também olha em frente e deseja “que este não seja senão um começo, um ponto de partida, para futuras iniciativas em Portugal e em França”. “A Temporada continuará no tempo. Ela tem que ter continuidade nas pessoas, na cultura, no tratamento do ambiente”, sublinha. Em suma, a Temporada Portugal-França 2022 é um projeto de democratização para todos.

Toda a programação aqui.


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